Navegar é preciso! Alguém já dizia com toda a força e veracidade…

Por Marco Antonio Braun*

Não temos o mar por aqui, mas temos o rio, ou melhor, os rios. Tenho uma Focker 280, meu quarto barco da marca, da qual gosto muito, pois mais que ninguém, eu posso dizer: Este barco é bom e navega bem, muito bem!

Minha maior navegada foi de Porto Alegre a Rio Grande, mais de 400 milhas náuticas (aproximadamente 740 km), mas daí entra as questões como lagoa, vento, onda, etc. O que quero falar é de rio e da ultima navegada que fizemos, indo de Porto Alegre até Bom retiro do Sul.

Diferente do que muitos pensam, que sem mar, aproveita-se pouco o barco. Digo que é um grande erro, posso afirmar que se aproveita até mais. Pois quem esta navegando em rio, esta sempre, ou na maior parte abrigado.

Vou tentar colocar em palavras a alegria e a felicidade de estar navegando em minha Focker neste passeio.

Saímos na manhã de sábado dia 22 de outubro desse ano por volta das 10h, como combinado, fomos em sete barcos.

O dia estava lindo, ensolarado, o rio parecia ser de azeite. Quando se olhava para o lado, dava para ver o reflexo da lancha no rio. Fomos todos juntos em formação, um na esteira do outro, todos com rádio VHF e falando todo o tempo. Isso já é uma característica nossa e que faz parecer estarmos todos juntos no mesmo barco.

As esposas nos regando com quitutes gastronômicos na viagem, simplesmente maravilhoso.

Saímos então do Rio Jacuí após 26 Knots,  entramos no Rio Taquari, um rio bastante sinuoso, de leito de cascalho e pedras. Porem sinalizado por boias em toda sua extensão. A água estava com uma transparência muito boa. Era possível ver a rabeta da lancha, quando estava parada.

O rio passa por algumas cidades, porem nenhuma na margem e o que se vê é muita natureza, verde, pássaros, vida…

Felicidade total, alegria por estar vivo. Por estar podendo presenciar aquele momento.

Então, após uma quantidade sem fim de pássaros, verdes, árvores, chegou a ultima curva e lá estava a Eclusa de Bom Retiro, com uma diferença de aproximadamente seis metros, para o nosso nível. Entramos todos dentro da eclusa, às portas se fecharam e nova emoção. Eu já conhecia, pois já tinha passado por outra eclusa, porem é sempre uma sensação de aventura e para quem estava lá pela primeira vez, nem se fala.

Atracamos na margem direita em um lindo gramado, nas dependências da eclusa, onde ficamos sentados a sombra das árvores. Ao lado das lanchas vimos uma infinidade de pássaros. Depois disto, é claro, sacamos a churrasqueira de seu compartimento e saiu aquele churrasco maravilhoso regado a champanhe e cerveja.

Uma noite de sono melhor ainda, não dava nem para escutar a água batendo no casco do barco. Pela manhã aquele café e lá pelas 10h começamos a volta.

Do passeio apenas a saudade e o sentimento de quero mais. Foi muito rápido, daí que se vê percebe que quando se esta feliz o tempo parece andar muito mais rápido.

Bem, para tudo isto e muito mais, organizamos uma confraria. A Lancheiros do Sul. A próxima navegada acho que será pelo Rio Caí, vamos ir pelo menos até Montenegro. Quer ir junto ????

Está convidado.

Abraço

Marco Antonio Braun

É proprietário de uma Focker 280 e nos mandou essa história de um passeio para compartilhar com os amigos.

Caso queira contar sua história, mande para o E-mail fibrafort@fibrafort.com.br

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