Superstições náuticas que botam medo em muito marinheiro

Há quem não admita, mas quase todos os que se aventuram pelos oceanos têm as suas crendices: um amuleto da sorte, uma palavra proibida, um dia de azar. As superstições do mar vêm de longa data, de uma época em que as cartas náuticas e os equipamentos eram precários e os marujos conviviam sempre com a desconfortável possibilidade de aquela viagem ser a última. Por isso, até mesmo os corajosos e materialistas tinham lá sua fé. 

Atualmente, mesmo com os instrumentos sofisticados de auxílio à navegação, tomar algumas precauções continua não fazendo mal a ninguém. O mar ainda reserva surpresas e permanece imprevisível. E o que é pior: hoje, com os barcos de fibra, fica cada vez mais difícil bater três vezes na madeira!

Seis maneiras de espantar o azar a bordo:

Não rebatize seu barco
Ou, então, terá muito azar. Barcos têm alma e, por isso, não gostam de mudar de nome. Imagine trocar o nome da sua filha, você ia gostar?

Coloque uma moeda sob o mastro
Segundo velhos navegantes, isso garante o pagamento de suas almas para o além, caso a embarcação afundasse. Hoje, dizem que dá sorte.

Jamais deseje “boa sorte” antes de uma pescaria
Se você quer que seu amigo volte para casa carregado de peixes. Mas, se ele não for tão amigo assim, você já sabe o que dizer.

Albatroz é sinal de mau tempo
Os marinheiros dizem que se você bater os olhos em uma ave dessa espécie, enfrentará tempestade e vento pela frente. E o mesmo – prepare-se para uma surpresa! – acontece com golfinhos seguindo a embarcação.

Nunca zarpe numa sexta-feira
Essa superstição inglesa talvez seja a mais difundida no mar. Em inglês, a palavra para sexta-feira, Friday, significa “0 dia de Freya”, que na mitologia nórdica era a poderosa deusa guardiã do elixir da juventude dos deuses. Melhor tratá-la com o devido respeito e começar seu fim de semana apenas no sábado.

Berimbau a bordo não dá certo
Essa crença é comum na Bahia. Esquisito? Em São Paulo, os caiçaras não vêem com bons olhos bananas a bordo. Agora, se você não vive sem uma banana split…

Revista Náutica Nº 196

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