O Mar pede água, como você pode ajudar…

Dica da Revista Náutica nº 248 | Por Luiz Maciel

No motor do Barco

– Escolha sempre os motores menos poluentes, mesmo que eles custem um pouco mais caro – encare a diferença como um investimento na saúde dos seus descendentes

– Os motores diesel mais indicados são os com controle eletrônico da queima do combustível, evitando desperdício e diminuindo a fumaça.

-Os motores a gasolina seguem uma classificação ambiental, que vai de uma estrela (para os mais poluidores) a quatro (para os menos agressivos). No Brasil, por enquanto, só há três estrelas. Mas os de quatro, lançados recentemente nos Estados Unidos, devem chegar neste ano.

Mantenha o motor bem regulado. Nos modelos diesel mais antigos, o sistema de injeção de combustível deve ser calibrado a cada mil horas de uso, ou sempre que houver emissão de fumaça.

-Procure navegar na velocidade em que o motor gaste menos combustível e lhe dê maior autonomia.

Evite acelerar forte quando estiver em lugares mais rasos (para não resolver o fundo) ou em canais (para não gerar marolas que possam abalar as margens).

-Mantenha os hélices em perfeitas condições, para não perder rendimento do motor.

Desligue o motor ao parar o barco por mais de cinco minutos.

-Equipe o barco sempre com o motor adequado para o que você pretende dele, sem exageros.

Na hora de Abastecer

-Nos postos náuticos, coloque um pano ao redor do tanque, para não deixar cair combustível na água. Mesmo simples gotas devem ser evitadas. Já pensou o que acontecerá ao fim de um ano naquele lugar se cada barco jogar um pouquinho?

-Logo depois de encher o tanque, evite fazer manobras bruscas, para não vazar combustível pelo ladrão do tanque. Ou, então, não encha até a boca.

Procure abastecer em postos confiáveis, que tenham sido recomendados. Na dúvida, veja qual tem mais movimento, porque, no mínimo, nele o combustível velho só serve mesmo para ser jogado fora.

-Se você usa o barco ao menos uma vez por mês, mantenha o tanque cheio, para não atrair umidade para dentro dele, e assim estragar o combustível. Mas, se ele for ficar mais de dois meses parado, faça justamente o contrário: deixe-o com o mínimo de combustível, porque terá de ser jogado fora mesmo.

No controle de resíduos

-Todo o lixo acumulado a bordo deve ser jogado em terra firme, após o desembarque. A única exceção admitida é o lixo orgânico, que possa servir de alimento aos peixes – mesmo assim, só o jogue no mar a mais de três milhas da costa.

-Se o banheiro de seu barco ainda não tiver tratamento próprio de esgoto, instale um, imediatamente. Se isso não for possível, tenha a bordo um reservatório para guardar os dejetos. Jogar na água, jamais. Seja por preservação ou por pura educação.

Nas Marinas

-Descarte o óleo e o combustível velho apenas nos reservatórios das marinas.

-Ao chegar dos passeios, veja se a água no porão do casco tem manchas de óleo. Se tiver, não use a bomba. Esvazie manualmente o reservatório na marina.

-Como o barco parado na marina, não tome banho nem lave louças a bordo. Use as instalações da própria marina.

Toda boa marina deve ter piso de concreto, sistema de drenagem e caixa de coleta para resíduos de combustível e para o tratamento, por filtragem, dos líquidos provenientes dos seus pátios.

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